quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Hermano diz que providências do Governo Federal para seca estão aquém da necessidade

A seca foi tema de mais um debate nesta quarta-feira (21) na Assembleia Legislativa. Durante sessão ordinária, o deputado Hermano Morais (PMDB) disse que as providências tomadas pelo governo federal estão aquém da necessidade da população que sofre com os efeitos da estiagem.   

“O ministro da Integração veio à Assembleia Legislativa para debater o assunto e na ocasião, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), fez um apelo para liberação de recursos e nem esse apelo foi levado em consideração”, disse Hermano.   

O parlamentar destaca que a população não suporta mais sofrer com o desemprego e que precisa mendigar água. “Esse é o retrato do Rio Grande do Norte. Faltam providências por parte do governo federal, que vai diminuindo os recursos estruturantes”.   

Em aparte, o deputado Gustavo Fernandes (PMDB) falou sobre a preocupação com o endividamento rural. O Assunto foi debatido também durante a audiência pública, realizada na última quinta-feira (15). “É preciso de uma sinalização em relação ao perdão e renegociação das dívidas dos criadores e produtores do Rio Grande do Norte”, disse Gustavo Fernandes.   

O deputado Álvaro Dias (PMDB) disse que a situação do homem do campo é calamitosa. “Essa cobrança das dívidas é inadmissível e inaceitável. Vamos fazer o possível para que o homem do campo não passe por essa situação constrangedora. O banco do Nordeste e Banco do Brasil devem se contentar com os lucros e não fazer essa cobrança dos proprietários rurais que estão sendo castigados com a seca”, falou o deputado.   Como bancário, Hermano Morais se pronunciou ainda sobre o reajuste fiscal e a greve dos bancos, que completa nesta quarta-feira, 16 dias. O deputado se solidarizou com a categoria e destacou os lucros obtidos pelas instituições e a oferta de reajuste oferecida. O parlamentar questionou a possibilidade de se taxar os bancos em vez de tratar de ajuste fiscal com a população, já que as instituições bancárias acumulam lucros. “Por que não se taxar os bancos e sim quem já está falido? Há um silêncio diante das grandes fortunas acumuladas que só aumentam o quadro de injustiça no país. Ninguém enfrenta o setor financeiro que maltrata e que tem o domínio pela força do dinheiro”, disse .   

Hermano pediu desculpas à população pelos transtornos causados pela greve prolongada e disse que essa não é uma luta apenas por melhores salários, mas também para mostrar à população que o sistema é o grande responsável pela concentração de riquezas. Em aparte, o deputado Tomba Farias (PSB) falou que os bancos estão tendo lucros fabulosos e a população está  cada vez mais pobre. “Os bancos oficiais estão sonegando impostos por isso os lucros são exorbitantes”, disse Tomba.   

O deputado Getúlio Rêgo (DEM) disse que falta reciprocidade dos banqueiros em relação aos funcionários. “Isso reflete a realidade que a gente acompanha diariamente e o povo é que está sendo intimado a pagar essa conta”, destacou Getúlio.

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