sábado, 17 de março de 2018

Políticas públicas para pessoas com Síndrome de Down são debatidas na Câmara


"Acredito que um debate como esse nos chama a atenção para as outras pessoas terem um olhar diferenciado para a nossa causa. Se olharmos para 20, 30 anos atrás, a gente teve um avanço, mas é inadmissível encontrar pais e mães pedindo ajuda para matricular os filhos com Síndrome de Down na escola. É claro que ainda estamos muito distante do modelo ideal, com atendimento público, judiciário e de saúde". Foi o que afirmou Bernardo Fonseca, pai de um filho autista, durante uma audiência promovida pela vereadora Natália Bonavides (PT) para debater políticas públicas para pessoas com Síndrome de Down, nesta sexta-feira (16), na Câmara Municipal de Natal.

Dentre as síndromes genéticas, a Síndrome de Down é a de maior incidência: 91%. No Brasil, estima-se que, entre crianças, adolescentes e adultos, exista uma população de portadores da Síndrome de Down que esteja perto de 300 mil pessoas. A maioria é carente, sem condições de frequentar clínicas de estimulação precoce (são raras no Brasil) ou escolinhas especializadas (mais raras ainda).

Para a vereadora Natália Bonavides, a inclusão ajuda a combater o preconceito, quebrar tabus e desenvolver o ser humano. "Tivemos a oportunidade de saber da gestão municipal quais as políticas que o município tem buscado implementar, não só para pessoas com Síndrome de Down, mas para portadores de qualquer tipo de deficiência. Além disso, pudemos ouvir representantes da sociedade civil, através de associações e movimentos que atuam na pauta da defesa dos direitos da pessoa com Síndrome de Down", explicou.


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